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Pesquisa utiliza subproduto de termelétrica

Com apoio da CGT Eletrosul, projeto inovador, realizado pelo Centro Universitário Satc, descobriu nova aplicação do subproduto do FGD como insumo na formulação de geopolímeros para construção civil. Uma alternativa economicamente viável e sustentável em estruturas, com potencial de substituir o cimento portland no futuro. 

O FGD, por sua vez, é a sigla dada para o equipamento dessulfurizador semi-úmido instalado na Termelétrica Candiota III, para o abatimento de enxofre dos gases de combustão. O subproduto deste processo é composto principalmente por sulfito de cálcio que, até a realização da pesquisa, não possuía possibilidade de aplicação comercial viável.

Estrutura na UTE Candiota abate enxofre dos gases de combustão

Iniciado em agosto de 2018 e com duração de 26 meses, o projeto intitulado "Utilização do resíduo FGD para fabricação de geopolímero visando a obtenção de elementos estruturais da construção" foi aprovado pelo Edital de P&D de 2017, com valor investido de R$ 943.531,44. O projeto segue as diretrizes de pesquisa, desenvolvimento e inovação do P&D Aneel, de onde os recursos são oriundos, para levantamento de oportunidades e preenchimento de lacunas tecnológicas.

Um dos principais resultados foi a descoberta da aplicação com potencial comercial do subproduto do FGD semi-úmido, o que possibilita novas perspectivas para a CGT Eletrosul, desde novos passos na cadeia de inovação de geopolímeros a projetos de P&D de outras utilizações. O coordenador do projeto, João Mota Neto, do Centro Universitário Satc, também destaca que a pesquisa contribui para “fortalecer a imagem da CGT Eletrosul no que diz respeito a boas práticas inovadoras visando a sustentabilidade, pois promove e fomenta uma pesquisa inédita para utilização sustentável de um subproduto do FGD”. 

Projeto 

Desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica foram pontos de partida para o projeto desenvolvido pela Centro Universitário Satc com apoio da CGT Eletrosul. O geopolímero tem como principal objetivo a preservação do meio ambiente. Durante a pesquisa, foi aplicado na fabricação de alguns elementos empregados pelos segmentos da construção civil e infraestrutura. 

Subproduto do FGD usado na criação de geopolímeros em laboratório

O projeto multidisciplinar envolveu seis pesquisadores do curso de Engenharia Mecatrônica e dois bolsistas, além de estudantes do curso de Design. O intuito foi buscar outras rotas tecnológicas para utilização do geopolímero e projetar outros objetos para utilização na construção civil, tais como o cobogó - elemento vazado que completa paredes e muros para possibilitar maior ventilação e luminosidade no interior de um imóvel - e revestimentos para fachadas de edifícios. 

Etapas

A pesquisa passou por cinco fases. A primeira foi a caracterização do subproduto FGD da Termelétrica Candiota III, no Rio Grande do Sul. Nesta etapa, a própria CGT Eletrosul coletou amostras para a análise das características físicas e físico-químicas. Entre elas, o percentual de umidade, densidade e identificação mineralógica. Já na segunda, foi analisada a estrutura molar e outras características químicas que caracterizam a formulação do geopolímero, até se chegar à fórmula necessária para atender às especificidades da construção civil. 

Foram projetados diferentes elementos para uso na construção civil

Na terceira fase, foi avaliado o incremento percentual do FGD para formulação do geopolímero. Foram realizadas 180 formulações e moldagem de composições com diferentes percentuais do FGD, com objetivo de avaliar as características da pasta formada e sua resistência mecânica. 

Na quarta etapa, houve a caracterização das composições com variados percentuais do subproduto para a avaliação das propriedades técnicas e mecânicas das composições de geopolímero já em seu estado final de uso. Além disso, foram realizados testes de resistência à compressão e absorção de água. Na última fase, foi analisada o desempenho do geopolímero em comparação ao cimento portland (comum), quando utilizado em composição de elemento estrutural na construção civil.

Benefícios

O projeto apresenta algumas rotas tecnológicas como benefício, principalmente a utilização do subproduto do FGD para obtenção de geopolimero para aplicação na construção civil e, consequentemente, agrega valor ao mesmo, podendo se tornar no futuro uma fonte de receita para a empresa. 

Cobogós são elementos de construção vazados para melhor ventilação e luminosidade 

No âmbito do meio ambiente, apresenta sua contribuição em dois aspectos: o direcionamento do subproduto do FGD para construção civil, que, até então, não possuía utilização comercial, e, em outro, ao ser comparado ao cimento portland, apresenta emissões muito inferiores, sendo considerado mais sustentável para uso em larga escala. 

Em alguns países, por exemplo, o geopolimero é utilizado para reparos em estradas de tráfego intenso devido a sua característica de cura extremamente rápida, na fabricação de lajotas para pavimentação e produtos decorativos como cobogós, entre outros.


Assessoria de Imprensa | CGT Eletrosul

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